Agiotas

A agiotagem é uma prática de empréstimo financeiro – similar ao empréstimo de um banco – feita pela figura de um agiota no mercado informal. Ela se baseia na cessão de um determinado capital maior por parte do agiota, cabendo ao interessado o pagamento parcelado deste montante adicionado de uma taxa de juros pré-estabelecida, e normalmente acima dos padrões bancários.

Os lucros obtidos por este profissional podem ser muito altos, devido às altíssimas taxas de juros cobradas. É importante perceber que o lucro vem justamente do juro cobrado em cima do valor original, e em alguns casos, da tomada de posse de bens móveis ou imóveis em razão do atraso ou fracasso do pagamento por parte do cliente. Por trabalharem com pessoas de risco, – ou seja, cidadãos que por não terem condições de buscar um empréstimo bancário com juros menores, vêem como última alternativa o agiota – seu grau de ganho é muito amplo.


O agiota exerce de forma irregular a mesma atividade ou similar à de uma instituição bancária ou de financeira de crédito, um vez que ele não sofre  a ação de fiscalização por parte dos órgãos competentes, além de não arcar com impostos e muitas vezes trabalhar com taxas de juros superiores às permitidas por lei.

Nesta prática, o cidadão que busca esse serviço precisa deixar algum bem ou valor em dinheiro como garantia, podendo este ser automóveis ou imóveis, e levando-se em conta que se trata de uma atividade informal, os riscos são altos. Os agiotas não agem dentro da lei, e desta forma, não existe um órgão fiscalizador e garantidor do negócio, o que torna a operação de alto risco para o cliente. Caso por qualquer motivo o mesmo atrase ou não consiga quitar alguma de suas parcelas, o agiota pode tomar estes bens para si, e casos como este são freqüentes para quem se aventura neste tipo de financiamento informal.

Apesar de parecer uma alternativa para aquelas pessoas que precisam de dinheiro rápido e sem grandes burocracias, a agiotagem traz riscos que normalmente não compensam o esforço para fazer dar certo o negócio. O fato da agiotagem não se importar em efetuar o negócio mesmo se o nome da pessoas está sujo no SPC ou Serasa, ou se o histórico de pagador da pessoa é confiável ou não, não deve ser visto como algo vantajoso. Como foi colocado anteriormente, é uma prática ilegal, e justamente por não oferecer um aparato legal de defesa de quem contrata o serviço ( como ocorre com instituições financeiras regulamentadas ) é que também não oferece garantias de um serviço honesto e, muito menos, coerente com algum tipo de regra.

Desta forma, fica aqui a dica àqueles que precisam de empréstimo: informe-se ao máximo sobre as instituições legais e os planos de financiamente e empréstimo disponíveis no mercado: pesquise se existe algum que se encaixe no seu perfil (univesitário, aposentado, trabalhador rural, micro e pequeno empreendedor, por exemplo) e, caso não encontre nada neste sentido, busque auxílio com sua família ou pessoas de confiança.

Para quem possui automóveis e imóveis, alternativas como o penhor e o refinanciamento são mais seguras em relação a agiotagem, que pode sem maiores explicações sacar os bens dados como garantia e gerar um prejuízo gigantesco.

A agiotagem pode e deve ser denunciada às autoridades, e precisa ser evitada a todo custo. Todo o cuidado é pouco neste tipo de operação, e os exemplos de prejuízos alarmantes para quem busca este meio são freqüentes, inclusive com exemplos de atos violentos e comprometedores à integridade física de pessoas e famílias inteiras.

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